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Golpe de Napoleão na França. queda do Muro de Berlim e agora Donald Trump presidente dos Estados Unidos são fatos de momentos históricos diferentes, mas coincidentemente de mesma data.

Xenófobo, racista, homofóbico, Desenvolvimentista sim, desenvolvimento sustentável? “Sustainable development is fucking!”, assim o novo presidente dos Estados Unidos até segunda ordem. Um presidente americano que se elegeu a partir de um discurso de ódio, da promessa de um nacionalismo ufanista que promoverá um "Estados Unidos maior que o mundo”.

Em um modelo eleitoral peculiar que vem dos idos do Século XIX, Trump até o momento das apurações com menor quantidade de votos do povo venceu, venceu quem ostentou a melhor estratégia em compatibilidade com o sistema eleitoral norte-americano. A partir de um modelo confederativo, os cidadãos de cada estado vão as urnas escolher seu candidato que passou pelas prévias, mas seu voto não é capaz de eleger diretamente o futuro mandatário que o representará, mas caso vote com a maioria do seu estado levará todos os delegados (Senadores e Deputados) daquele estado, independente do partido que representem, para o candidato mais votado naquele estado.

O presidente se elege em uma assembleia formada por 538 delegados. Este número é igual a soma de 100 Senadores + 435 Deputados + 3 Delegados de Washington D. C., que não tem senadores, mas sim delegados.. Vencem as eleições o candidato que obtiver a maioria simples dos delegados (50% + 1), ao conseguir 270 delegados se elege presidente pelo colégio eleitoral.

O mapa eleitoral dos Estados Unidos costumava ser bem dividido entre o Partido Democrata e o Partido Republicano. O nordeste do país e a costa oeste costumavam votar nos democratas. No interior, os republicanos predominavam. Seria os chamados" swing states ", estados que ora votam em democratas, ora em republicanos, que decidiriam esta apertada eleição Norte-Americana, e de fato foi o que ocorreu.

Os estrategistas das campanhas já sabiam os estados chaves para conseguir a eleição tomado o número de delegados: Califórnia: 55, Texas: 38, Nova Iorque: 29, Flórida: 29, Ilinóis: 21, Nova Jersey: 20, Pensilvânia: 20, Ohio: 20, Michigan: 18, Carolina do Norte: 15, Georgia: 15, Virgínia: 13.

Misturando um discurso de um estranho “novo populismo” misturado com um nacionalismo “autossuficiente” e excludente, prega o protecionismo, contrário portanto a abertura de mercado e ao processo migratório para dos Estados Unidos, é um declarado armamentista que prega a prevalência dos mais fortes sobre os mais fracos. Trump parece, a partir de suas promessas de campanha, que os Estados Unidos caminham como a Europa – vide entre outras a situação político-eleitoral na França – em direção as ideologias da extrema direita, o que pode de fato tornar o mundo bem mais hostil para aceitação do diálogo, do trato com os ideários dos direitos humanos advindo dos postulados da não-discriminação e da aceitação das diferenças. Não é sua linha ideológica as políticas de cooperação entre os povo para o progresso da humanidade.

Um de suas promessas é a de construir um muro na fronteira com o México para banir a entrada dos moradores deste país nos EUA. O motivo é que, segundo Trump, muitos “bad hombres” vão para território praticam assaltos e estupros em território norte-americano.

Trump é eleito em um país dividido por seu povo, mas possuindo uma maioria nos centros de poder. Embora possua apoio próximo do zero na imprensa Yankee, terá maioria republicana nas duas casas congressuais ao assumir em janeiro. A Suprema Corte dos EUA deverá voltar a ter maioria de magistrados alinhados ideologicamente com os republicanos, hoje com quatro democratas e quatro republicanos, com o falecimento de Scalia terá o poder de nomear novo ministro que asseguradamente será um conservador.

Com a indicação de um ministro conservador, todas as grandes questões jurídicas, com um forte viés político, econômico ou social não mais terminarão empatadas e passarão a ser decididas por cinco a quatro em favor dos conservadores, como era de costume antes do falecimento do ministro Scalia.

O sentido de dominação política na Suprema Corte promete ganhar maior grau de hegemonia, pois mais três cadeiras ministeriais podem restar vagas durante o mandato de Trump. A ministra liberal Ruth Ginsburger, de 83 anos, o ministro conservador Anthony Kennedy, de 80 anos, e o ministro liberal Stephen Breyer, de 78 anos, cogitam do pedido de aposentadoria, que não é compulsória nos EUA. Assim Donald Trump poderá adicionar mais dois ministros conservadores e alargar sua margem nas votações de interesse do Partido Republicano e que tocam diretamente o interesse não apenas dos cidadãos norte-americanos, mas dos cidadãos do mundo.

Comenta-e que Trump foi eleito pelos brancos da classe média e de baixa instrução descontentes com a política implementada por Obama e que mais sofreram com a crise de 2008. Como de costume, o fator educação como fiel da balança colocando a democracia em dificuldades. Conclusões simplistas, porém, não nos emocionam, Trump obteve quantidade de votos de parcela substancial da sociedade com instrução, assim portanto, diríamos com maior honestidade intelectual que a questão vai além da educação, é em verdade uma questão humana.

Podemos perceber, que como no Brasil, há certo repúdio pelo sistema político posto, pelos atores que protagonizam a política norte-americana, assim ganhou força o candidato que construiu toda sua biografia na iniciativa privada.

Veremos como a democracia dos Estados Unidos irá lidar com o prometido autoritarismo de Trump. Quem sabe Trump não tenha adotado um discurso de campanha para convencer revoltados e “idiotas”, mas como no Brasil, suas promessas não sejam cumpridas, e Trump não governe como um “idiota” para “idiotas”? O tempo a todos responderá. Imprevisibilidade é o vocábulo do momento.

Fonte: http://leonardosarmento.jusbrasil.com.br/artigos/403687868/a-hora-e-a-vez-da-democracia-autoritaria-de-donald-trump-o-presidente-caixa-preta?utm_medium=email&utm_source=email-notification

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